Jurista Benjamim Alfredo, O País

Acção do Estado moçambicano contra bancos que estiveram envolvidos nas dívidas ocultas tem um pacto positivo

Célia Zandamela,

A Procuradoria-Geral de Moçambique apresentou, recentemente, uma acção no Tribunal Comercial de Londres, contra o grupo financeiro Credit Suisse, três dos seus ex-funcionários e contra subsidiárias da construtora naval Privinvest, no âmbito das "dívidas ocultas".

O jurista e docente universitário, Benjamim Alfredo, defende que a acção do Estado moçambicano contra os bancos que estiveram envolvidos nas "dívidas ocultas", tem um pacto positivo, no sentido de que os moçambicanos terão conhecimento dos factos ocorridos, porque não se conhece na íntegra, os termos dos contratos que as empresas Ematum, MAM e Proindicus estabeleceram com a Credit Suisse e VTB, em relação aos créditos contraídos. 

Benjamim Alfredo diz que o Estado moçambicano é o mais lesado com as "dívidas ocultas" e cabe a Moçambique liderar o processo, no lugar dos Estados Unidos, não só para limpar o seu nome, como também para recuperar o dinheiro perdido pela fraude.

O jurista Benjamim Alfredo acrescenta que Moçambique devia ter tomado medidas e liderado o processo logo após a solicitação de informações à Procuradoria de Nova Iorque.

Enquanto o Estado esperava pelas respostas nestes últimos três anos, as dívidas estavam a render juros para os bancos e devia-se ter tido em consideração que não havia tempo a perder.
 

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