Porta-voz do Comando-geral da PRM, Inácio Dina, Web Mais

Comando-geral da PRM sem provável causa da morte do menor supostamente alvejado em Sidwava

Vânia Muchanga,

O Comando-geral da Polícia da República de Moçambique diz não haver ainda, a provável causa da morte do menor de seis anos, Joaquim Manguaze, supostamente atingido por um tiro disparado por militares, durante exercícios militares, na semana passada, no quarteirão 14 do bairro Sidwava, na Matola, Província de Maputo. 

Falando hoje (11 de Maio), em conferência de imprensa, em Maputo, o porta-voz do Comando-geral da PRM, Inácio Dina, disse que há duas constatações sobre a morte do menor.

A primeira é de que Joaquim Mangaze tenha estado no raio da carreira de tiro dos militares e depois de ter ocorrido o incidente, ter sido transportado para o local onde foi encontrado o corpo pela equipa operativa do SERNIC e PRM.

A outra é de que momentos antes do menor ter sido dado como morto, ter estado com um adolescente aos pulos em cima de uma cama feita de paus e estacas, dentro da cabana onde o corpo foi encontrado, e enquanto pulavam a cama cedeu, os dois caíram e o menor perdeu avida. 
Há hipóteses das duas perfurações encontradas no corpo do menor, terem sido efectuadas propositadamente para fazer vincar a hipótese de o menor ter sido vítima de um projétil. Com as evidências encontradas no local não há indicação clara das perfurações no corpo do menor ter sido feita por via de um projétil, não havia indícios de sangue suficiente que indiciasse que uma bala entrou e saiu. Não foi achado nenhum projétil e isso reforça a hipótese de o menor ter morrido de asfixia interna, houve hemorragia interna por ter sido apertado por estacas da cama onde o menor pulava com o adolescente”, disse Inácio Dina. 

Inácio Dina acrescenta que só os exames de medicina legal que sairão na segunda-feira, é que vão determinar a causa da morte do menor Joaquim Manguaze.
   

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