Adolescentes com dificuldades em aderir ao TARV, O Globo

COVID-19: adolescentes com dificuldades em aderir ao TARV

Célia Zandamela,

Muitos adolescentes e jovens que vivem com o HIV em Moçambique têm dificuldades em aderir ao tratamento anti-retroviral.

O Conselho Nacional de Combate ao SIDA estima que maior parte das pessoas que abandonam o tratamento anti-retroviral são jovens do sexo masculino, com idades entre 20 e 29 anos, em que a taxa de desistência chega a atingir 50 por cento.

Segundo Júlio Muthemba, da Iniciativa Regional para o apoio Psicossocial, REPSSI, actualmente a maior dificuldade que leva os adolescentes e jovens a desistirem do tratamento anti-retroviral é a falta de alimentos.

Neste momento de isolamento social devido à pandemia da COVID-19, Júlio Muthemba diz que as restrições de mobilidade impostas para travar a propagação do vírus, também criam alguma pressão de natureza psicológica nos adolescentes e jovens.

O representante da Iniciativa Regional para o apoio Psicossocial observa que o impacto psicológico da COVID-19 é maior nas crianças.

A Iniciativa Regional para o apoio Psicossocial, REPSSI, está a implementar um projecto denominado “Rede mais”, financiado pela Embaixada do Reino dos Países Baixos, para assistência aos adolescentes que vivem com HIV no país.

Em Moçambique, cerca de 1.3 milhão de pessoas estão em tratamento anti-retroviral, dos cerca de 2.2 milhões que se estima que vivam com o vírus do HIV, causador da SIDA.
 

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