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Inclusão das mulheres na política continua um desafio no país

Vânia Muchanga,

Ligas femininas dos partidos políticos debatem hoje (3 de Outubro), a participação da mulher na elaboração e implementação dos manifestos eleitorais na sociedade. 

A pobreza, o analfabetismo e questões culturais inibem a participação da mulher e ocupação de lugares cimeiros na política.

O debate subordina-se ao tema “papel da mulher das ligas femininas para a inclusão de questões de género nos manifestos dos partidos políticos para o quinquénio 2019-2024", e é organizado pela Associação Mulher Lei e Desenvolvimento, MULEID.

A directora executiva da MULEID, Rafa Machava, afirma que é preciso que as mulheres líderes influenciem na implementação de questões ligadas ao género, em benefício das mulheres. 

Os partidos Frelimo, Renamo, Movimento Democrático de Moçambique e Nova Democracia são unânimes quanto ao progresso do país, relativamente à participação da mulher na política e em cargos de tomada de decisão.  

Esmeralda Muthemba, representante da Frelimo, disse que neste partido a inclusão e a resolução de problemas que afectam a mulher são prioridade, no entanto persiste o desafio de combater o analfabetismo. 

Segundo Maria Joaquina, do partido Renamo, no próximo quinquénio as mulheres na liderança são chamadas a implementarem  mudanças nas áreas de Saúde e Educação.  

Por sua vez, Sónia Mboa, do Movimento Democrático de Moçambique, afirma que as mulheres líderes deste partido, deverão elevar o estatuto da mulher na sociedade, tendo em conta os seus anseios.

O Partido Nova Democracia  defende a implementação de manifestos que assegurem o equilíbrio do género e execução dos interesses das mulheres.
 

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