Jornalista do Canal de Mocambique, Matias Guente, DW

Jornalista Matias Guente ouvido esta Sexta-feira pela Procuradoria

Vânia Muchanga,

Tudo começou quando a 11 de Março deste ano, o jornal Canal de Moçambique publicou um artigo sobre a existência de um acordo confidencial assinado no dia 28 de Fevereiro de 2019.

O acordo envolvia os Ministérios da Defesa Nacional e do Interior, e as empresas petrolíferas Anadarko, agora Total, e ENI, actual Moçambique Rovuma Venture, que exploram gás natural na bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.

Depois da publicação do artigo, o Ministério Público constituiu arguidos os jornalistas Fernando Veloso e Matias Guente, acusados de violação de segredo de Estado, por publicarem um alegado acordo confidencial sobre a segurança do Estado.

Matias Guente, director executivo do Canal de Moçambique, foi ouvido esta sexta-feira (10 de Julho), na primeira audição sobre o caso.

Quando eram sensivelmente nove horas, o acusado, juntamente com o seu advogado, Ericino de Salema, já se encontravam na sala de espera da Procuradoria da Cidade, aguardando pela chegada do magistrado.

Após uma hora de espera, finamente chegou o magistrado para dirigir o processo de audição.

Na sala de audiência só foi permitida a entrada do acusado, acompanhado do seu advogado, e três horas depois, dava por encerrada a primeira audição sobre o caso.

Ericino de Salema, advogado do acusado, afirma que o processo está em fase de instrução preparatória pelo que não pode avançar com quaisquer declarações.

Sobre as expectativas, Ericino de Salema respondeu num só termo. “Justiça”.

Depois da primeira audição, seguem-se outras etapas, que vão determinar a existência ou não de matéria de crime.

Refira-se que Fernando Veloso, director editorial do jornal Canal de Moçambique, sobre quem também pesa a acusação, ainda não foi notificado, por estar a residir em Lisboa, em Portugal.

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