Engenheiro, Paulo Zucula, Angop

"O impacto de um ciclone muitas vezes não depende da sua intensidade", defende Paulo Zucula

Célia Zandamela,

O Engenheiro Paulo Zucula, antigo Director Geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, defende que o impacto de um ciclone muitas vezes não depende da sua intensidade, mas também da vulnerabilidade das pessoas e das infra-estruturas que são afectadas.

Paulo Zucula falava na Rubrica Matabicho da Rádio Mais, sobre os impactos do ciclone Idai, que afectou o centro do país, a 14 de Março.

Comparando o ciclone Idai que afectou a cidade da Beira e a zona centro do país, ao ciclone Favio, que em tempos assolou Vilanculo e o Jakwe, que atingiu a costa de Inhambane, Paulo Zucula afirma que todos os ciclones tiveram a mesma intensidade.

Para o Engenheiro, a diferença está no local onde o ciclone se formou, no número da população e na forma como as pessoas estão distribuídas.

O Engenheiro Paulo Zucula sublinha que muitos locais da Beira estão abaixo do nível do mar e são zonas húmidas que rapidamente ficam saturadas de água.

Zucula acrescenta que nas grandes cidades as pessoas acatam os avisos de eventos extremos com menos confiança, por terem a percepção de que os ciclones só afectam as zonas mais desfavorecidas.

De um modo geral, os habitantes das grandes cidades pouco acreditam na vulnerabilidade destes locais às calamidades naturais.
 

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