Sociedade Civil e encarregados de educação encaram negativamente a retoma das aulas, O País

Sociedade Civil e encarregados de educação encaram negativamente o regresso às aulas

Célia Zandamela,

O Presidente da República, Filipe Nyusi, prorrogou ontem (28 de Junho), pela terceira vez, o Estado de Emergência, em prevenção da COVID-19, mas com o alívio faseado de algumas restrições.

Em comunicação à Nação, o estadista moçambicano anunciou a retoma
faseada de aulas presenciais em todos os graus de ensino, de acordo com um calendário a ser divulgados dentro de dias.

O Movimento de Educação para Todos, uma organização da Sociedade Civil, considera que a decisão do Governo é precipitada, porque as escolas não reúnem condições para leccionarem no contexto da COVID-19.

A sociedade civil defende que o regresso forçado às aulas pode comprometer a qualidade de ensino e aprendizagem dos alunos.

Por outro lado, Gaspar Sitefane, observa que para o regresso às aulas, as escolas devem possuir condições mínimas, para não colocar em risco a saúde dos alunos.

Por sua vez, pais e encarregados de educação entrevistados pela Media Mais, receiam riscos decorrentes do regresso dos alunos às escolas e sugerem a anulação do ano lectivo, para não colocar as crianças em perigo.

Em Moçambique, foram encerradas, desde 23 de Março, perto de 15 mil
escolas e universidades, afectando mais de oito milhões e meio de
estudantes.

Esta decisão foi tomada pelo Governo em prevenção do avanço do novo
Coronavírus.
 

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