Mais de 600 pessoas morreram devido ao ciclone Idai, Correio de Carajás

Zucula defende que as mortes causadas pelo ciclone Idai deviam alarmar as autoridades

Célia Zandamela,

O Engenheiro Paulo Zucula, antigo Director Geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, afirma que as 602 mortes causadas pela passagem do ciclone tropical Idai, no centro do país, deviam alarmar as autoridades moçambicanas, por se tratar de um número extremamente grande.

Segundo Zucula, de todas as estatísticas sobre eventos extremos no país, nunca houve tantas mortes como estas, registadas com a passagem do ciclone tropical Idai.

O antigo Director Geral do INGC observa que o ciclone Idai foi monitorado por mais de 15 dias e em termos de preparação houve tempo para se tomarem algumas medidas que se devem ter em conta, quando ocorre algum evento desta natureza.

Paulo Zucula acrescenta que era possível minimizar o número de mortes e de casas destruídas, com recurso à prevenção e proibição de construção de habitações em locais de risco.

O engenheiro salienta que os media também deviam ter ajudado um pouco mais a alertar as pessoas, sobre o ciclone que estava por vir.
 

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